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Cuidados com cães e gatos no tempo seco

Cão e gato descansando ao lado de uma tigela com água em ambiente iluminado durante o tempo seco.
Saiba como adaptar água, passeios, banho e cuidados com a pelagem de cães e gatos durante períodos de baixa umidade.

Quando a umidade do ar cai, cães e gatos podem sentir desconforto nos olhos, na pele e nas vias respiratórias, além de precisarem de atenção especial à hidratação. Água fresca sempre disponível, passeios em horários mais amenos, ambiente limpo e uma rotina de banho adequada ajudam a atravessar o período com mais conforto. Alterações persistentes, como tosse, secreção, cansaço ou falta de apetite, precisam de avaliação veterinária.

Como o tempo seco afeta cães e gatos?

A baixa umidade favorece o ressecamento das mucosas, que são os tecidos úmidos presentes em regiões como olhos, nariz e boca. Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, o ar seco pode intensificar a irritação dessas áreas e agravar quadros em animais mais sensíveis.

O assunto merece atenção em várias regiões do país. Em julho de 2026, o Instituto Nacional de Meteorologia informou que uma massa de ar seco ampliaria as áreas com baixa umidade no Brasil, com valores previstos entre 20% e 30% durante as tardes em parte do território. As condições variam conforme a cidade e o dia, por isso vale acompanhar os avisos meteorológicos locais.

Cuidados diários durante períodos de baixa umidade

Mantenha água limpa e acessível

Distribua recipientes com água fresca nos locais em que o animal costuma permanecer e faça a troca ao longo do dia. Lave os potes para evitar resíduos e observe se o pet consegue alcançá-los com facilidade. Em casas com vários animais, disponibilizar mais de um ponto de água reduz a disputa e facilita o acesso.

A Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal de Palmas recomenda água limpa e fresca durante todo o dia e atenção especial a filhotes, idosos, animais obesos e cães de focinho curto. Mudanças na alimentação ou na quantidade de alimento úmido devem respeitar a rotina e a orientação do médico-veterinário, principalmente quando o animal possui alguma condição de saúde.

Adapte os passeios e o ambiente

Prefira horários com temperatura mais amena e evite exercícios intensos nas horas mais quentes e secas. Ao voltar, permita que o cão descanse e tenha água à disposição. Dentro de casa, mantenha o ambiente arejado e reduza o acúmulo de poeira com uma limpeza cuidadosa. Fumaça, perfumes intensos e produtos com odor forte podem aumentar o incômodo respiratório de animais sensíveis.

Nos dias frios e secos, as duas condições precisam ser consideradas ao mesmo tempo. O artigo da Sunny Pet sobre cuidados com cães e gatos no frio complementa essas orientações para animais que também precisam de proteção contra temperaturas baixas.

Banho e pelagem no tempo seco

O tempo seco não significa que o banho deva ser suspenso, mas também não é motivo para aumentar a frequência sem necessidade. Tutores e groomers devem considerar espécie, tipo de pelagem, rotina, estado da pele e orientação veterinária. Use somente cosméticos próprios para animais, faça um enxágue completo e seque a pelagem com cuidado, sem deixar umidade presa junto à pele.

Durante o atendimento profissional, vale observar áreas avermelhadas, descamação, coceira, falhas de pelo ou sensibilidade ao toque e comunicar o responsável. O groomer não deve diagnosticar nem indicar tratamento veterinário. Seu papel é reconhecer alterações visíveis, registrar o que encontrou e orientar o tutor a procurar um profissional de saúde animal quando necessário.

A escovação adequada ao tipo de pelo ajuda a remover fios soltos e sujeira sem recorrer a banhos excessivos. Para ajustar a técnica, consulte também o conteúdo sobre cuidados para cada tipo de pelagem.

Quais sinais exigem atenção?

Observe mudanças em relação ao comportamento habitual do animal. Tosse, espirros frequentes, secreção nos olhos ou no nariz, respiração diferente, coceira intensa, pele muito avermelhada, cansaço, apatia ou redução do apetite não devem ser tratados com receitas caseiras ou medicamentos humanos.

Procure atendimento veterinário quando os sinais forem intensos, persistirem ou surgirem em animais mais vulneráveis. Dificuldade para respirar, fraqueza acentuada, desorientação ou piora rápida exigem atendimento imediato. Se houver coceira ou alterações de pele, o artigo sobre alergias em cães e gatos pode ajudar a organizar a observação, mas não substitui o diagnóstico.

Uma rotina simples para tutores e groomers

Em casa, confira os potes de água pela manhã e à tarde, planeje passeios em horários confortáveis e observe olhos, nariz, pele e disposição. No banho e tosa, registre qualquer alteração visível antes do procedimento, use técnicas compatíveis com a pelagem e explique ao tutor o que foi observado em linguagem objetiva.

Esses cuidados devem acompanhar as condições reais da região e as necessidades de cada animal. Consulte os avisos de baixa umidade da sua cidade e, diante de qualquer mudança importante, converse com o médico-veterinário que acompanha o pet.