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Doenças cardíacas em cães e gatos: sinais de alerta

Médica-veterinária examina o coração de um cão ao lado de um gato e seu tutor.
Saiba quais sinais podem indicar doenças cardíacas em cães e gatos, como observar a respiração e quando procurar atendimento veterinário.

As doenças cardíacas em cães e gatos podem evoluir sem sinais claros no início. Quando aparecem, cansaço fora do habitual, respiração rápida ou difícil, fraqueza e desmaios merecem avaliação veterinária. A tosse pode ocorrer em cães, mas é rara como sinal de cardiopatia em gatos. Nenhuma dessas alterações confirma um problema no coração quando observada isoladamente.

Por que observar a saúde do coração?

O Setembro Vermelho Pet chama atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças cardíacas. Em uma campanha publicada em setembro de 2026, a Prefeitura de Palmas reforçou que essas doenças podem atingir animais de diferentes idades e, em alguns casos, evoluir silenciosamente.

Consultas periódicas ajudam o médico-veterinário a avaliar o coração antes que o tutor perceba uma mudança importante. O exame pode identificar alterações que precisam ser investigadas, mas um sopro ou ruído diferente não define sozinho o diagnóstico. Dependendo do caso, o profissional pode indicar exames complementares.

Quais sinais merecem atenção nos cães?

Nos cães, dificuldade ou aumento da velocidade da respiração, tosse, fraqueza, falta de disposição, menor tolerância a passeios e episódios de desmaio podem acompanhar doenças cardíacas. A Faculdade de Medicina Veterinária da Cornell University relaciona esses sinais, mas alerta que a avaliação profissional é essencial.

A tosse exige cuidado na interpretação. Segundo o Merck Veterinary Manual, ela pode estar ligada a edema pulmonar em cães, mas problemas respiratórios são causas mais comuns. Por isso, não é seguro concluir que um cachorro tem cardiopatia apenas porque começou a tossir.

Os sinais são iguais nos gatos?

Gatos com doenças cardíacas podem apresentar respiração acelerada ou difícil, fraqueza, apatia, menor tolerância à atividade e desmaios. A tosse é rara como manifestação de doença cardíaca felina. Alguns gatos não demonstram alterações evidentes, o que torna o acompanhamento veterinário ainda mais importante.

Respirar de boca aberta, fazer grande esforço para puxar o ar ou apresentar gengivas azuladas ou muito pálidas é uma emergência. Mantenha o animal calmo, evite manipulação desnecessária e procure atendimento veterinário imediatamente.

Como observar a respiração em repouso?

A frequência respiratória é o número de respirações por minuto. Para observá-la, espere o cão ou gato dormir ou permanecer completamente relaxado, sem calor, medo ou atividade recente. Conte quantas vezes o tórax sobe durante 30 segundos e multiplique o resultado por dois. Uma subida e uma descida formam uma respiração.

A Cornell informa que cães e gatos em repouso costumam apresentar de 15 a 30 movimentos respiratórios por minuto e recomenda consultar o veterinário diante de valores acima de 35. Um número isolado pode variar, por isso anote o contexto e repita a contagem quando o animal estiver tranquilo. Se houver esforço para respirar, boca aberta, desmaio ou piora rápida, não espere uma nova medição.

O que o groomer pode perceber durante o atendimento?

Durante o banho, a secagem ou a tosa, o groomer pode notar cansaço incomum, respiração acelerada que não melhora com uma pausa, tosse, fraqueza ou dificuldade para permanecer em pé. O papel do profissional é interromper ou adaptar o procedimento com segurança, reduzir o estresse e informar o tutor, sem sugerir diagnóstico ou medicamento.

Um registro objetivo ajuda: descreva quando a alteração surgiu, quanto tempo durou e o que o animal estava fazendo. Se o pet apresentar dificuldade respiratória, desmaio, mucosas azuladas ou incapacidade de se manter em pé, o atendimento estético deve ser encerrado e a prioridade passa a ser a assistência veterinária.

Como reduzir atrasos no diagnóstico?

Mantenha consultas preventivas na frequência indicada pelo médico-veterinário e leve informações sobre mudanças de comportamento, sono, apetite, passeios e respiração. Vídeos curtos podem ajudar a mostrar um episódio que não ocorre no consultório, desde que a gravação não atrase o atendimento de uma emergência.

Animais idosos precisam de acompanhamento ajustado à idade e ao histórico. O artigo Sunny Pet sobre cuidados com pets seniores complementa essa rotina. Ainda assim, doenças cardíacas também podem afetar animais jovens, e somente o veterinário pode definir quais exames são apropriados.

Se você percebeu cansaço persistente, alteração respiratória, tosse recorrente, fraqueza ou desmaio, registre o que ocorreu e agende uma avaliação veterinária. Em caso de dificuldade para respirar ou perda de consciência, procure atendimento de urgência.

Atualização editorial: conteúdo revisado em setembro de 2026. As orientações podem mudar conforme o quadro do animal e novas diretrizes veterinárias.